quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Religião e desporto...

A célebre expressão do "graças a Deus"!

"Com a ajuda de Deus, consegui fazer o golo..."


É cada vez mais costume ouvir estas frases no final dos jogos, sejam eles de futebol ou não.
A questão que se levanta é: atribuir o mérito a "algo" superior ou uma estratégia motivacional?

Vejamos,
Quando fazemos algo e esse algo corre bem, foi "graças a Deus". Se esse algo corre mal foi porque "não foi a vontade de Deus". Até que ponto é que pode (ou não) ser uma desresponsabilização do acto. Se bem que para muitos é uma questão cultural atribuir o mérito a Deus, para outros pode ser visto como... aceitação e acomudação.

Então pode funcionar como uma estratégia de motivação, dado que o atleta pode ver em Deus algo superior, que o ajuda, que está lá para dar aquela força extra quando as pernas não aguentam. Esta ajuda é trabalhada nos treinos, ajuda inclusivamente na concentração (quantas vezes não vemos os guarda-redes brasileiros a rezar, de olhos fechados, a olhar para o céu... é também um ritual de concentração.

Por favor, opinem na janela da direita, na votação, ou comentem.

Saudações

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Sorte e azar no desporto...

Ora bem, nada melhor que começar este ano de 2008 com um pouco de polémica!

Aqui vai: "(...) Mantorras, contra o Setúbal, marcou o golo com o "pitão" da chuteira! Teve sorte! (...)" - aqui está uma citação de um dos jornais desportivos do primeiro fim-de-semana desportivo do ano!

Eu pergunto: teve o Mantorras sorte? ou teve o guarda-redes do Setúbal azar?
E respondo: no desporto não há sorte (nem azar)!

Porquê?
Simples!
O jogador tem de possuir estratégias para lidar com o inesperado! Se, ao rematar, a bola ressalta num relvado mal tratado, e o jogador acerta nesta de forma milagrosa que lhe permite fazer um golo "do outro mundo", não está correcto dizer que o jogador teve sorte, mas antes que conseguiu lidar com uma situção que não estava prevista!

Outro exemplo: um avançado falha um golo de baliza aberta! Azar? Não me parece! Qual terá sido o motivo? Foi incompetência? Possivelmente, talvez porque era um golo tão fácil, que o jogador não se concentrou o suficiente para realizar o gesto tecnicamente indicado para a finalização!

Então, não será por acaso que é vulgar ouvir-mos os nossos terinadores a dizer que o jogo tem 90 minutos! A chave está na concentração, na forma profissional como o jogador encara o desafio!

No desporto como na vida...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Porto, Benfica e Sporting...

A ordem das equipas é puramente com base na classificação do campeonato nacional da 1ª divisão! (sei que falta o guimarães, o 4º grande...)

Bem, o que me leva a escrever aqui hoje é o simples facto de ter dado conta que, cada vez mais, os grandes clubes apostam na formação, nomeadamente escolas de futebol. Franchising ou não, não param de crescer as escolas, e com isso, abrem vagas para jovens treinadores, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas, e por aí fora...

Se antigamente as equipas (grandes ou não) apenas apostavam em técnicos com cartas dadas (portanto... idosos...), hoje aposta-se na formação académica, que faz com que haja uma lufada de ar fresco nos "antigos" métodos, e torna-os métodos de trabalho cada vez mais eficazes, dinâmicos e... parecidos.

Leva-me a questionar o seguinte: o que diferenciará os clubes entre eles, num futuro próximo e num futuro mais afastado? Consequentemente, o que trará ao futebol/desporto português?
Por favor respondam... qualquer opinião é uma opinião!

Obrigado.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Efeitos e Benefícios Psicológicos da Actividade Física (PARTE II)

De um modo geral, a prática regular da actividade física, além dos benefícios para a saúde física, ajuda a libertar os tais efeitos stressores causados pelo quotidiano e melhora o bem-estar psicológico.

Sabe-se hoje que a prática de uma simples actividade física aumenta: o rendimento académico, a confiança, a capacidade para lidar com as emoções e o auto-controlo, capacidade de raciocínio, memória, percepção, bem-estar, satisfação sexual e eficiência profissional; e diminui: absentismo, abuso de substâncias, irritabilidade e ansiedade, depressão e enxaquecas.
De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos, os benefícios psicológicos de estar activamente envolvido em programas de actividade são os seguintes:
a) redução no estado de ansiedade;
b) redução do nível de depressão ligeira ou moderada ou complemento para o tratamento profissional da depressão severa;
c) o reduções de neuroticismo e ansiedade;
d) redução dos níveis de stress;
e) efeitos emocionais benéficos, em todas as idades e em ambos os sexos.

Assim conclui-se que os benefícios psicológicos da prática de actividade física parecem ser inquestionáveis, dado o impacto positivo sobre as agressões diárias, bem como aspectos relacionados com a auto-estima, a imagem corporal, o funcionamento cognitivo e auto-confiança.
No que aos jovens diz respeito, as actividades físicas em grupo permitem desenvolvimento de capacidades para trabalhar em conjunto com outras pessoas, de hierarquias diferentes (treinador) e idênticas (outros colegas), onde, juntamente com o papel da família e da escola, vai ajudar o jovem a desvincular-se definitivamente do egocentrismo que é a infância, essencial sobreviver à adolescência.

Efeitos e Benefícios Psicológicos da Actividade Física (PARTE I)

Recentemente tem-se vindo a verificar um crescimento significativo do número de pessoas que, de uma forma ou de outra, praticam uma actividade física. Desde o jogging ao yoga, do karaté ao skate, do futsal ao rugby, passando pelos ginásios, as pessoas procuram forma de melhorar o bem-estar físico e psicológico.

Estudos revelados pela OMS (Organização Mundial de Saúde) estimam que para 2050, cerca de 50% da população mundial padeceu de uma perturbação mental (stress, depressão, desordens psíquicas, são termos que nos acostumamos a ouvir…). São as exigências quotidianas as causadoras destas patologias, e de forma a compensar estas fontes geradoras de conflito, as pessoas reconhecem a importância da prática de desporto.

Quando questionadas, as pessoas referem as seguintes razões pelas quais se entregam à prática de exercício e actividade física: que o fazem porque se sentem bem, porque as faz sentir melhor ou porque as ajuda a combater o stress do dia-a-dia.

Papel do Psicólogo em contextos desportivos

O psicólogo do desporto existe a partir da altura em que existe um agente desportivo (atleta, dirigente, treinador, árbitro ou organizações desportivas) uma vontade melhorar o seu actual valor.

Desta forma, o psicólogo do desporto possibilita formação no domínio das competências psicológicas, por forma a ajudá-los a atingir os seus objectivos, sejam eles a optimização do rendimento, uma vida mais saudável ou o divertimento e satisfação provenientes da participação na actividade física.

O papel do psicólogo em contexto desportivo insere-se desde o contexto da formação e ensino, passando pela investigação, até á área da consultoria em psicologia do desporto, mais focada no apoio a um agente desportivo, visando o desenvolvimento de competências psicológicas para a optimização do treino, das competências técnicas, psicológicas e do rendimento desportivo.

O que vai influenciar a utilidade do psicólogo do desporto, para além da competência deste, é a abertura à experiencia, a capacidade de insight (capacidade introspectiva do indivíduo), brainstorming (capacidade deste para pensar em situações/assuntos).