domingo, 8 de junho de 2008

Portugal vs. Turquia

Portugal 2-0 Turquia

Um jogo onde Portugal era favorito e fez tudo para se adiantar no marcador. Com determinação e, acima de tudo, confiança, fomos capazes de materializar os objectivos propostos em objectivos conseguidos.
A entre-ajuda foi determinante para a vitória. Os festejos dos golos foram feitos com o banco de supentes, que demonstra uma grande união, fundamental para qualquer vitória.
Prevê-se o jogo da segunda jornada com os níveis de confiança bem elevados, assim como a motivação.
O que diferencia esta selecção (como a de 2004 e 2006) das "outras", por exemplo a "geração de ouro" de Figo, Rui Costa, João Pinto, Baía, Fernando Couto, etc... é, precisamente, o facto de sabermos, hoje, exactamente o que pretendemos. Tanto dentro como fora de campo. Isto deve-se a uma forte liderança - Scolari. Este sabe gerir emoções e soube impulsionar a motivação de todos. Todos pela mesma causa.
Dentro do campo, o "nosso" Cristiano Ronaldo deu uma grande demostração de humildade, especialmente depois da história Man Utd vs. Real Madrid. Fez questão de ser "apenas" um dos onze. Deixou o Simão bater um livre, não exagerou nas fintas, correu, fintou, enfim... foi o que costuma ser, apenas sem tanto brilho que irá, sem dúvida, aparecer...
Uma palavra para os adeptos portugueses na Suiça, que deram mais um contributo para esta união que se gerou (e tem gerado) entre a comitiva portuguesa. São estes comprometimentos, que podemos chamar de "12º" jogador que, por vezes, ganham jogos!

Até quarta-feira!
Saudações

quinta-feira, 22 de maio de 2008

A Psicologia do Desporto...

Uma das áreas emergentes, no desporto mundial, é a psicologia do... desporto.

Como tal, deixo o desafio a todos os visitantes para, de acordo com a sua memória ou conhecimento, votarem naquele nome (ou nomes) que acham que mais influência tem (ou têm) na psicologia do desporto nacional.

Os critérios para votar são os seguintes: ou porque conhecem, de facto, o trabalho da(s) pessoa(s) ou, então, apenas porque já ouviram falar no(s) nome(s).

Mas votem!

Saudações.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

O Inconsciente no desporto

De forma a compreender o comportamento humano consciente temos, sem dúvida, de compreender os fundamentos do inconsciente.

Quando se fala do inconsciente, fala-se de Freud e do Psiquismo.
Contextualizando este insconsciente, de forma a que todos possamos compreender o processo sintomático, vou tentar explicar o processo terapêutico: experiência emocional - recalcamento e esquecimento - neurose - análise através da associação livre de ideias - recordação - transferência - descarga emocional - cura.

Ou seja, o inconsciente é uma experiência (sob a forma de pensamento ou sentimento) que, consoante a forma como lidamos com isso, se torna útil (usualmente conhecido como "aprender com os erros") ou se recalca (digamos que se "esquece"). Acontece que as coisas não são assim tão esquecidas...

No desporto, não é o consciente que ganha jogos, a não ser que sejamos atletas de topo. Mas nem esses o conseguem! É o tal inconsciente que vai influenciar (nem que seja e entre outros factores) a concentração.

Não obstante, é este inconsciente que nos faz cometer o maior erro (como falhar um golo de baliza aberta).

Exemplo 1: um jogador tem 0,5s para decidir a melhor forma de bater a bola. Se nesse preciso momento o que lhe passa pela cabeça é "posso falhar..." então pronto, falhou! O insconsciente não está controlado (e não é facil fazê-lo - quiçá impossivel) e são os pensamentos mais primitivos que vêm à tona: derrota, falhanço, frustração, etc.

E isso é o que faz um grande jogador...

Hoje quem ganha o jogo é o treinador (equipa técnica) que conseguir controlar estes aspectos.

Exemplo 2: vejamos a equipa do SCP, que falhou meia-duzia de penalties esta temporada... bastou o 1º ter errado, para todos os outros, inconscientemente, falharem... já antes de chutar!

E Freud chamava a isso "inconsciente colectivo".

Bem hajam,

segunda-feira, 31 de março de 2008

"Sobredotação" ou "Talento" no desporto?

Uma das grandes dificuldades das ciências humanas e sociais prende-se com o facto de não conseguir identificar uma fronteira clara entre o normal e o não normal. A sobredotação pertence, claramente, à não normalidade.
A população destes indivíduos calcula-se entre os 3 e os 5%, sendo que a maioria não se manifesta, muito devido à falta de estimulação (Oliveira & Oliveira, 1999).

As aptidões de Mozart, Picasso, Newton ou Einstein são tão impenetráveis ao nosso entendimento que as explicamos dizendo que estes indivíduos nasceram génios. O meio não desempenha um papel interessante, se os talentos forem inatos e em grande medida fixos (Winner, 1999).

Outros psicólogos gostam de desacreditar a "psicologia popular", e o tema da sobredotação não foge à regra. No entanto, estes também têm o seu próprio mito: o de que a sobredotação é totalmente produto do meio. Argumentam que um treino intensivo, iniciado numa idade precoce, é suficiente para explicar até mesmo os casos mais extremos da sobredotação – as crianças prodígio, os sábios ou os adultos criadores (Winner, 1999).

A terminologia usada para caracterizar estes sujeitos com inteligência superior não é uniforme, onde normalmente se usam termos como “génio, talentoso ou prodígio”. Indiferentemente à nomenclatura, são sujeitos que se distinguem por possuírem uma grande capacidade intelectual e/ou artística, distanciando-se dos normais, por excesso, da mesma forma que os deficientes se distanciam, por defeito (Oliveira & Oliveira, 1999).

De Confúcio (China), Platão (Grécia) e mais recentemente Galton e Terman, um sobredotado caracteriza-se por: saúde física e mental, sucesso escolar, traços de personalidade, interesses extra-escolares, origem social, atitudes frente à vida, sucesso profissional, sentido crítico, capacidade de liderança, altas capacidades artísticas ou desportivas, mas essencialmente um QI superior a 130 (que passou a ser o critério mais seguido de identificação) (Oliveira & Oliveira, 1999).

Ao que ao desporto diz respeito, o que podemos dizer acerca dos nossos atletas? Vanessa Fernandes e Cristiano Ronaldo? Sobredotados? O que lhes podemos chamar?

A diferença enter génio e "não génio" é alguém que, para além das reconhecidas competências, acrescenta algo à humanindade (Einstein e a sua célebre E=m.c2). Logo não podemos chamar génio a um atleta? Aparentemente não... como tal, dá-se o nome de "Talentoso".

Talentoso é alguém extremamente bom numa determinada área, mas que não se distingue especialmente em mais nenhuma área. Cristiano Ronaldo é um craque da bola, mas na escola nunca se salientou dos demais.

Podemos concluir que não existem sobredotados no desporto? Por favor comentem!


Saudações

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Religião e desporto...

A célebre expressão do "graças a Deus"!

"Com a ajuda de Deus, consegui fazer o golo..."


É cada vez mais costume ouvir estas frases no final dos jogos, sejam eles de futebol ou não.
A questão que se levanta é: atribuir o mérito a "algo" superior ou uma estratégia motivacional?

Vejamos,
Quando fazemos algo e esse algo corre bem, foi "graças a Deus". Se esse algo corre mal foi porque "não foi a vontade de Deus". Até que ponto é que pode (ou não) ser uma desresponsabilização do acto. Se bem que para muitos é uma questão cultural atribuir o mérito a Deus, para outros pode ser visto como... aceitação e acomudação.

Então pode funcionar como uma estratégia de motivação, dado que o atleta pode ver em Deus algo superior, que o ajuda, que está lá para dar aquela força extra quando as pernas não aguentam. Esta ajuda é trabalhada nos treinos, ajuda inclusivamente na concentração (quantas vezes não vemos os guarda-redes brasileiros a rezar, de olhos fechados, a olhar para o céu... é também um ritual de concentração.

Por favor, opinem na janela da direita, na votação, ou comentem.

Saudações

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Sorte e azar no desporto...

Ora bem, nada melhor que começar este ano de 2008 com um pouco de polémica!

Aqui vai: "(...) Mantorras, contra o Setúbal, marcou o golo com o "pitão" da chuteira! Teve sorte! (...)" - aqui está uma citação de um dos jornais desportivos do primeiro fim-de-semana desportivo do ano!

Eu pergunto: teve o Mantorras sorte? ou teve o guarda-redes do Setúbal azar?
E respondo: no desporto não há sorte (nem azar)!

Porquê?
Simples!
O jogador tem de possuir estratégias para lidar com o inesperado! Se, ao rematar, a bola ressalta num relvado mal tratado, e o jogador acerta nesta de forma milagrosa que lhe permite fazer um golo "do outro mundo", não está correcto dizer que o jogador teve sorte, mas antes que conseguiu lidar com uma situção que não estava prevista!

Outro exemplo: um avançado falha um golo de baliza aberta! Azar? Não me parece! Qual terá sido o motivo? Foi incompetência? Possivelmente, talvez porque era um golo tão fácil, que o jogador não se concentrou o suficiente para realizar o gesto tecnicamente indicado para a finalização!

Então, não será por acaso que é vulgar ouvir-mos os nossos terinadores a dizer que o jogo tem 90 minutos! A chave está na concentração, na forma profissional como o jogador encara o desafio!

No desporto como na vida...