terça-feira, 10 de março de 2009

Seminário Psicologia Desporto, 28.03.2009

SEMINÁRIO PSICOLOGIA (28 de Março de 2009)

Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra

"A importância da psicologia em contexto desportivo"

Da Formação à Alta competição - A intervenção do psicólogo

Introdução
A Psicologia do Desporto é reconhecidamente uma das áreas de intervenção que pode potenciar o rendimento de todos os intervenientes no fenómeno desportivo. Assim, a Psicologia de Desporto é importante para perceber como os factores psicológicos afectam o rendimento dos atletas e compreender como o exercício e a participação desportiva afectam o desenvolvimento, a saúde e o bem-estar psicológico dos indivíduos. Os treinos são diários e desgastantes, viagens, jogos, vitórias, derrotas, e os aspectos relacionais, fazem parte do quotidiano dos atletas. Cabe não só ao psicólogo, mas também a outros agentes desportivos (treinadores, dirigentes, árbitros) alcançar um objectivo comum: o bem-estar e o sucesso desportivo dos atletas. Ajudando os atletas a conhecer e melhorar as suas capacidades, pode proporcionar-lhes melhores condições para lidar com as exigências, expectativas, competitividade, derrotas e vitórias que vão surgindo ao longo do seu percurso desportivo.

O seminário "A importância da psicologia no contexto desportivo/A intervenção do psicólogo" pretende desenvolver nos profissionais do desporto, a melhoria das suas competências no domínio da psicologia aplicada ao contexto desportivo. Neste contexto os prelectores e temas a abordar serão:

Prof. Doutor Jorge Silvério (U.Minho) - Treino mental e competências psicológicas
Dr. Ângelo Santos (FCP) - Influências e pressões sociais
Dr. Pedro Teques (APEF) - Psicologia e formação no futebol
Mestre José Neto (Ismai) - Lesões, treino, futebol - do psicológico ao integralmente humano
Mestre Pedro Almeida (ISPA/SLB) - Grupo: desenvolvimento de equipas no futebol
Prof. Doutor Joaquim Dosil (U.Vigo) - Rendimento Desportivo (Ansiedade, humor, motivação)
Prof. Doutor Eduardo Santos (FPCEUC) - Qualidade de vida no atleta de alta competição
Coordenador Científico/Pedagógico: Prof. Doutor Jorge Silvério

Organização/Secretariado/Informações
Associação Académica Coimbra -OAF
Academia Dolce Vita
Estrada Nacional 111-1
Campos do Bolão
3025-300 Coimbra Tel. 239 793 890
Telemóvel: 912 514 299 e 912 514 322
Fax: 239 793 892

E-mail: futebol.formacao@academica-oaf.pt

Comissão Organizadora
Departamento de Formação AAC-OAF: Pedro Roma (Director Geral), Ana Moisão, Sónia Costa.

Local da Acção e Destinatários
Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra;
O Seminário destina-se a: Treinadores, árbitros, atletas, licenciados e estudantes de psicologia e desporto bem como público em geral.

Inscrição tem direito a:
Assistir às Sessões Científicas, Pasta, Documentação, Certificado e Recibo.

Preços por pessoa:
Participantes
Até 15 de Março de 2009 - 25 €
Após 15 de Março de 2009 - 35 €
Estudantes e sócios AAC/OAF
Até 15 de Março de 2009 - 15 €
Após 15 de Março de 2009 - 25€

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Psicologia em Contexto de Desporto

Primeiro de tudo gostava de referir que não acredito na denominação de "Psicologia do Desporto". Acho que é redutor! É psicologia pois claro, mas adequada ao contexto desportivo. Essa "Psicologia do Desporto" tão quantificada por testes e observações, quase arrisco dizer que qualquer pessoa a pode fazer... mas e a clínica? A intervenção psicológica?

Pois... o que me leva a fazer algumas perguntas: uma pessoa com um curso de Educação Física e um Mestrado em Psicologia do Desporto é Psicólogo do Desporto? Pode dar consultas? Que competências tem? Pode um Psicólogo dar consultas em contexto desportivo sem um suporte académico na área do Desporto?

Mas o que me propus foi a descrever o papel de um psicólogo numa equipa desportiva:
1. Não é o treinador!
2. Não é o treinador adjunto!
3. Não é o preparador físico!
4. Não é o massagista!
5. É o preparador mental ou consultor - não apenas dos atletas mas também dos técnicos. O Psicólogo não toma decisões! Apenas ajuda os intervenientes a controlar o maior número de variáveis possível para que a decisão seja a mais ponderada e adequada!

Qualquer clube europeu de divisões inferiores (ou qualquer equipa de elite ou um atleta olímpico) treina os índices físicos e mentais. Desta forma a equipa multidisciplinar tem de estar em sintonia! São dois trabalhos que se complementam! Um treinador tecnicamente perfeito não tem de se preocupar com os aspectos mentais. O Psicólogo não tem de se preocupar com os aspectos técnico-tácticos, mas apenas que esses sejam bem efectuados (a nível do empenho, motivação, concentração, etc.) pelo atleta.

Saudações!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Psicólogos do Desporto...

Na última pool, acerca dos nomes mais conhecidos da psicologia do desporto nacional, tanto José Neto, Jorge Silvério, António Paula Brito, José Cruz, Pedro Almeida, Ângelo Santos e Jorge Sequeira, são nomes que estão irremediavelmente ligados a esta corrente!

Mas o que faz um psicólogo do desporto?

Que competências tem de ter?

São estas as perguntas que deixo a marinar, esperando um comentário... antes de me pronunciar...

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Uma pausa!

Em nome do Blog e em meu próprio nome, venho apresentar as minhas desculpas por não manter o Blog actualizado.

Por motivos de força maior, tal não me é possível.

Fica no entanto a promessa de que voltaremos brevemente!

Saudações!

segunda-feira, 30 de junho de 2008

"Mais um" ou "um" treinador de futebol?

Um dia destes confrontei-me com um jornal regional de espinho, "Bancada Central", edição de 24 de Junho de 2008. Duas páginas (6 e 7) despertartam o meu interesse.
João Miguel é um jovem treinador que, com 25 anos, está prestes a terminar o curso de Desporto, variante de Futebol, no ISMAI, treina a Escola do Benfica em Espinho e, até muito recentemente, era treinador de um clube de futebol popular denominado "AD Guetim" onde, em 3 anos, conseguiu 2 subidas e um 4º lugar na 1ª divisão.
Apesar de já ter um currículo invejável para a idade, o que me chamou a atenção na entrevista não foram estes feitos, mas a forma como respondia às perguntas.
Vejamos:
Acerca da comunicação, João Miguel refere que "apenas 7% da linguagem verbal é assimilada pelo jogador (...) o resto é captado pela linguagem corporal e pelo tom de voz". Refere ainda que é crucial os atletas acreditarem na convicção que é transmitida, que se transmite atrevés de "objectivos positivos", onde não entram expressões como "não podemos perder este jogo", substituidas por "vamos ganhar este jogo".
Apesar de muita humildade patente durante a entrevista, João Miguel destapou um pouco o véu acerca de um dos seus segredos: a metodologia de treinos, que são pré-trabalhados e visam não só os aspectos técnicos e táctivos mas, efectivamente, os aspectos mentais: "é durante a semana que se dá a informação acerca do adversário, nunca se deve esperar pelo dia de jogo", "não é no dia de jogo que se deve lembrar aos atletas que é para ganhar mas sim durante a semana... A aprendizagem faz-se por repetição e não é minutos antes que os atletas vão ter tempo para assimilar tudo o que devem fazer.
A motivação para a tarefa parece ser conciliada com a motivação para treinar. João Miguel sabe da importância que tem em manter os atletas motivados para treinar, tendo elaborado estratégias para comprometer todos os atletas para a tarefa/objectivo.
A disciplina foi evidenciada desta forma: "(...) todos percebem que o treinador é verdadeiro e justo e a disciplica, quando aplicada, é recíproca".
Acerca da tríade objectivos/motivação/disciplina, o jovem treinador define "poucos objectivos e sou muito aberto com os meus jogadores, mas se alguém não cumprir, sabe que vai ser punido - é preciso ser inflexível".
Estes são alguns momentos da entrevista que me despertatam o interesse. Em poucas palavras poderia defenir João Miguel como assertivo, coerente, prudente, determinado e, acima de tudo, empático para com os jogadores.

Psicologia pura.

Saudações

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Portugal vs. Alemanha

Portugal 2 - 3 Alemanha

A vontade não chega.
Se até aqui a nossa equipa conseguiu ultrapassar os obstáculos (leia-se fase de qualificação, Turquia e Rép. Checa), perante uma Alemanha fria e calculista, saímos derrotados.
Na fase de qualificação, e perante as equipas mais complicadas (Bélgica, Polónia e Finlândia), tinhamo-nos visto à nora para nos qualificarmos. Como é que se pode ganhar algo com dificuldades como estas? Ah... nos jogos de preparação (Itália) fomos completamente dominados.
O futebol divide-se, claramente, em 3 vertentes: técnica, táctica e psicológica. Os terinadores de clubes devem dominar as 3. Os selecionadores devem dominar 2 (porque não têm tempo para trabalhar os aspectos técnicos).
Todos damos mérito a Scolari por dominar a vertente psicológica (por favor, nunca digam que é um bom psicólogo...) mas tacticamente (e não sou eu quem o diz), deixa muito a desejar.
É por repetição e habituação que os atletas aprendem a lidar com as situações, nos desportos de equipa. Por isso, e em relação aos 2 golos que sofremos de forma idêntica, mesmo que tenham ocorrido erros individuais, claramente que a estratégia definida para esta situação não era a mais indicada porque, naturalmente, os erros acontecem de situações que não são bem treinadas.
Fomos eliminados. Todos cometeram erros, claramente. Desde o presidente da FPF ao desgraçado do roupeiro...
Mas só para não me acusarem (nem eu me acusar a mim próprio) de xenofobismo, por não defender a continuidade de Scolari, são de ressaltar, na minha opinião, Deco e Pepe, curiosamente dois Brasileiros...
Uma palavra para o próximo timoneiro da nossa selecção... que domine minimamente todos os aspectos do desporto rei. De cá ou de fora, que não crie ódios, porque unidos já eramos antes das bandeiras.
Até daqui a 2 anos... para o mundial de 2010 na África do Sul.