quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Frase do dia
"Quem só de futebol sabe pouco sabe de futebol"
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Joaquim Gomes retém "memórias fantásticas" de uma "vitória inesquecível" 20 anos depois!
"No momento em que sentimos que ganhámos, naquele instante, naqueles escassos instantes em que sentimos que chegámos à vitória, é algo que não vos posso explicar. Foram poucos os eleitos que puderam passar por estes momentos", disse à Agência Lusa o antigo corredor, que depois da vitória em 1989, ao serviço da Sicasal-Torreense, repetiu o feito em 1993, pela Recer-Boavista.
Segundo o próprio, o "grande apoio psicológico" prestado pelos directores desportivos, mecânicos e massagistas, "muitas vezes sem qualquer formação ao nível da psicologia", foi a chave para o sucesso.
"Ainda que eu sentisse que era o mais forte, estava a ser difícil para mim acreditar. A poucas horas da decisão final no contra-relógio, a ligar a cidade de Matosinhos ao Porto, havia alguma duvida se poderia vencer ou não. E é muitas vezes essa dúvida, esse receio, que conduz a derrotas fulminantes. Felizmente, ultrapassei isso, mas foram horas muito difíceis para mim", explicou antigo corredor lisboeta, recordando, 20 anos depois, o dia 12 de Agosto de 1989, que o "corou" pela primeira vez "rei" da "Portuguesa".
Reconhecendo-o como o "melhor momento" da sua carreira, o actual director da Volta a Portugal recorda as "memórias fantásticas", mas assume a dificuldade em expressar as sensações vividas: "Há um manancial de emoções que se vivem que não são passíveis de ser traduzidas em palavras".
"O ciclismo é uma modalidade demasiado exigente, muitas vezes não é uma modalidade desportiva, é uma prova de sobrevivência. Correr uma Volta com 21 dias, muitas vezes com mais de 40 graus de temperatura, em que tínhamos, pelo menos, três ou quatro chegadas em montanha e um percurso muito adverso, chegar à finalmente a uma vitória, em que, se calhar, já não se estava a acreditar, é completamente inexplicável", referiu.
Na altura, apesar do favoritismo, Joaquim Gomes receava ser novamente traído pela sorte.
"Quando um miúdo de 23 anos, que, tendo mostrado categoria para ganhar a Volta mais cedo e, a partir de determinada altura, acredita que havia de acontecer sempre qualquer coisa, como as famosas quedas na Serra da Estrela, que o impediam de ganhar a Volta, finalmente consegue atingir esse objectivo, é algo que se torna inesquecível e que vai alimentar a nossa imaginação para o resto da vida", acrescentou Joaquim Gomes, relembrando a "discussão ao segundo" com o brasileiro Cássio Freitas, que arrastou "milhares e milhares de pessoas para as estradas".
Contrasta com esta recordação a desistência na Volta a Portugal de 1995, que o antigo corredor elege como "o pior momento" da carreira, quando "era claramente o homem mais forte em prova".
"Mas, por via de um estúpido acidente durante a prova, acabei por escancarar as portas da vitória ao Orlando Rodrigues, que na altura representava a equipa espanhola da Artiach e acabou por se revelar um justíssimo vencedor", sublinhou o antigo corredor, reconhecendo ter marcado "várias gerações de corredores", durante as 18 Voltas a Portugal em que alinhou em 17 anos como profissional.
Terminada a carreira, Joaquim Gomes assumiu o desafio de dirigir a maior prova do calendário velocipédico nacional, realçando a sua própria evolução no desempenho da tarefa.
"Essa já é uma experiência de sete anos em que, incrivelmente, estou a passar por todos os sentimentos que passei, que é a altura em que sabemos que somos bons, mas psicologicamente ainda não temos bagagem, ainda que o possamos disfarçar muito bem, para enfrentar em pleno os grandes eventos. Como responsável da Volta a Portugal, passei um pouco por isso e penso que estou a entrar na fase de enfrentar os problemas com alguma frieza, que talvez não tivesse nos primeiros anos. Felizmente, as circunstâncias não me foram adversas e posso concluir que estou mais bem preparado do que nunca", frisou.
Cobiçando a "popularidade" de "outrora", o director da Volta a Portugal reconhece o "esforço enorme" nesse sentido, mas exorta à ambição.
"Há um esforço enorme para que a popularidade de outrora seja recuperada. Penso que isso está a ser conseguido, fruto, principalmente, da luta contra o doping. Mas há uma consciência global de que é preciso traçar estratégias e ser um pouco visionário. Não podemos continuar a viver à sombra dos mais de 100 anos de história que tem o ciclismo, de grandes eventos como o Tour, como a Vuelta, o Giro e a própria Volta a Portugal", concluiu.
In "O Jogo", 12.08.2009
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
No percurso para a Alta Competição
A dedicação quase total que o treino e a competição exigem, pode ser “castradora” de outros desejos ou intenções, nomeadamente do avanço nos estudos e do alcance de um nível escolar superior (Brito, 2007).
O ser humano vive em constante desenvolvimento, definido pelas alterações que ocorrem com o tempo no pensamento, comportamento, raciocínio e funcionamento de uma pessoa, devido a influências biológicas, individuais e ambientais. Em todos os estádios de desenvolvimento ocorrem mudanças claras e significativas, mas na adolescência estas são importantes e fundamentais no pensamento ao nível das funções intelectuais básicas e de nível superior, da organização e de conteúdo (Slater & Bremner, 2005).
A adolescência é a transição entre a infância e a idade adulta, que vai dos 11 aos 20 anos, que implica grandes mudanças interrelacionadas ao nível físico, cognitivo e psicossocial. O crescimento físico é rápido e profundo, é alcançada a maturidade reprodutiva (marcador mais relevante desta fase) – à luz da teoria social, a sexualidade é culturalmente esperada, relacionalmente possível e individualmente significativa e são estas as reacções fisiológicas, mediadas por processos internos e desencadeadas por condições de estimulação externas que sustentam a modulação e a activação sexual (Vala & Monteiro, 2002). Aumentam os riscos principais de saúde (perturbações alimentares, consumo de drogas, doenças sexualmente transmissíveis). O desenvolvimento da capacidade de pensar de forma abstracta e de utilizar o raciocínio científico, se bem que o pensamento imaturo persiste em algumas atitudes e comportamentos, a escolaridade está centrada na preparação para a universidade ou uma profissão, a procura da identidade, incluindo a sexual, torna-se central. O relacionamento com as figuras vinculativas é, de forma geral, adequado. Por fim, o grupo de pares apoia o desenvolvimento e o testar do auto-conceito, mas pode igualmente exercer uma influência anti-social. Todos estes factores afectam o desenvolvimento do sentido de self (Papalia, Olds & Feldman, 2001). Assim, esta é uma altura em que habitualmente se podem produzir repetições ou rearranjos de fragilidades ou distorções anteriores (Strecht, 2002).
terça-feira, 14 de julho de 2009
Dirigentes e treinadores não sabem o que é a psicologia desportiva
Ao contrário de outros países com ambições desportivas, Portugal não tem apostado na área da Psicologia Desportiva. “É uma característica negativa que nos distingue, não temos estrutura estatal nem apoio formal»”, considera o Prof. Sidónio Serpa.
Nos Jogos Olímpicos de Pequim havia psicólogos em quase todas as equipas olímpicas.
"Só os chineses tinham 25 psicólogos. Das 51 medalhas que obtiveram, 47 tiveram a intervenção destes profissionais", diz.
"Mesmo países mais pequenos que Portugal, como a Islândia ou o Chipre - assinala - levaram um psicólogo”, refere ainda o supracitado.
Para o psicólogo isto deve-se ao desconhecimento que existe sobre a área. “Os dirigentes e os treinadores não sabem o que é a psicologia desportiva. Ainda existe a ideia de que é para quem tem problemas psicológicos. Mas isto não é psicologia clínica, nem eu sou psicólogo clínico. A tarefa de um psicólogo do desporto é conhecer os pontos fortes e fracos do atleta e assim orientá-lo para que este desempenhe melhor o seu papel e tenha um maior rendimento”.
Em vez dos “responsáveis se informarem acerca desta área, ignoram-na”, conclui.
Sidónio Serpa faz trabalho prático com atletas de alta competição e é também professor responsável pela área de psicologia do desporto tanto a nível de licenciatura, como pós-graduação e mestrado na Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa. Como investigador, trabalha sobre os diversos aspectos da psicologia de alto rendimento, como as relações entre treinador e atleta. É o primeiro português presidente da Sociedade Internacional de Psicologia do Desporto.
Parabéns, Professor, pela distinção de "Prémio Internacional de Psicologia do Desporto", e por se ter tornado no primeiro português a ser distinguido pela «Association for Applied Sport Psychology».
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Frustração no desporto de formação
terça-feira, 14 de abril de 2009
X JORNADAS DA SOCIEDADE PORTUGUESA DE PSICOLOGIA DO DESPORTO
X JORNADAS DA SOCIEDADE PORTUGUESA DE PSICOLOGIA DO DESPORTO
17 e 18 de Abril de 2009
ALFÂNDEGA DO PORTO, Portugal
ACTIVIDADE DESPORTIVA, SAÚDE MENTAL E BEM-ESTAR PSICOLÓGICO
PROGRAMA
17 DE ABRIL
09,00 h - Recepção dos participantes
09,30 h - Sessão de abertura
10,00 h - Conferência:
“Aspectos culturais e o desporto de rendimento” Prof. Doutora Regina Brandão (Universidade São Judas Tadeu, São Paulo-Brasil)
Presidente da Mesa: Prof. Doutora Graça Guedes (Directora Departamento de Ciências do Desporto - ISCS-N)
11,00 h - Intervalo
11,30 h - Comunicações livres
Moderador: Prof. Doutor Duarte Araújo - Vice-Presidente da SPPD
13,00 h - Intervalo para almoço
15,00 h - Conferência:
“Actividade Física, comportamentos sedentários e obesidade” Prof. Doutor Jorge Mota (Professor Catedrático da Faculdade de Desporto-UP)
Presidente de mesa: Doutora Isilda Dias (Prof. Auxiliar do ISCS-N)
16,00 h - Intervalo
16,30 h - Sessão de Posters
Coordenação: . Doutor Pedro Sarmento (Professor Catedrático do ISCS-N)
17,00 h - Painel: A IMPORTÂNCIA DOS FACTORES PSICOLÓGICOS NA PERFORMANCE DESPORTIVA E NO BEM-ESTAR DOS ATLETAS
Moderador: Prof. Doutor Paula Brito (Professor Catedrático Aposentado FMH-UTL)
18,30 h - Encerramento
18 de Abril
09,00 h - Abertura do secretariado
09,30 h - Conferência:
“Aplicación de las técnicas motivacionales en el deporte”
Prof. Doutor Enrique Cantón (Prof. Titular, Universidade de Valência, Espanha)
Presidente da Mesa: Prof. Doutor José Alves (Presidente da SPPD)
10,30 h - Intervalo
11,00 h - Comunicações livres
Moderador: Prof. Doutor António Fonseca (Professor Catedrático da Faculdade de Desporto-UP)
12,30 h - Intervalo para almoço
14,30 h - Conferência:
“Exercício físico e preditores psicossociais do controlo do peso”.
Prof. Doutor Pedro Teixeira - FMH, Portugal
Presidente da Mesa: Prof. Doutor Sidónio Serpa (Past Presidente da SPPD)
15,30 h - Intervalo
16,00 h - Comunicações livres
Moderador: Prof. Doutor Vasconcelos Raposo (Professor Catedrático da UTAD)
17,30 h - Sessão de encerramento
terça-feira, 10 de março de 2009
Seminário Psicologia Desporto, 28.03.2009
SEMINÁRIO PSICOLOGIA (28 de Março de 2009)
Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra
"A importância da psicologia em contexto desportivo"
Da Formação à Alta competição - A intervenção do psicólogo
Introdução
A Psicologia do Desporto é reconhecidamente uma das áreas de intervenção que pode potenciar o rendimento de todos os intervenientes no fenómeno desportivo. Assim, a Psicologia de Desporto é importante para perceber como os factores psicológicos afectam o rendimento dos atletas e compreender como o exercício e a participação desportiva afectam o desenvolvimento, a saúde e o bem-estar psicológico dos indivíduos. Os treinos são diários e desgastantes, viagens, jogos, vitórias, derrotas, e os aspectos relacionais, fazem parte do quotidiano dos atletas. Cabe não só ao psicólogo, mas também a outros agentes desportivos (treinadores, dirigentes, árbitros) alcançar um objectivo comum: o bem-estar e o sucesso desportivo dos atletas. Ajudando os atletas a conhecer e melhorar as suas capacidades, pode proporcionar-lhes melhores condições para lidar com as exigências, expectativas, competitividade, derrotas e vitórias que vão surgindo ao longo do seu percurso desportivo.
O seminário "A importância da psicologia no contexto desportivo/A intervenção do psicólogo" pretende desenvolver nos profissionais do desporto, a melhoria das suas competências no domínio da psicologia aplicada ao contexto desportivo. Neste contexto os prelectores e temas a abordar serão:
Prof. Doutor Jorge Silvério (U.Minho) - Treino mental e competências psicológicas
Dr. Ângelo Santos (FCP) - Influências e pressões sociais
Dr. Pedro Teques (APEF) - Psicologia e formação no futebol
Mestre José Neto (Ismai) - Lesões, treino, futebol - do psicológico ao integralmente humano
Mestre Pedro Almeida (ISPA/SLB) - Grupo: desenvolvimento de equipas no futebol
Prof. Doutor Joaquim Dosil (U.Vigo) - Rendimento Desportivo (Ansiedade, humor, motivação)
Prof. Doutor Eduardo Santos (FPCEUC) - Qualidade de vida no atleta de alta competição
Coordenador Científico/Pedagógico: Prof. Doutor Jorge Silvério
Organização/Secretariado/Informações
Associação Académica Coimbra -OAF
Academia Dolce Vita
Estrada Nacional 111-1
Campos do Bolão
3025-300 Coimbra Tel. 239 793 890
Telemóvel: 912 514 299 e 912 514 322
Fax: 239 793 892
E-mail: futebol.formacao@academica-oaf.pt
Comissão Organizadora
Departamento de Formação AAC-OAF: Pedro Roma (Director Geral), Ana Moisão, Sónia Costa.
Local da Acção e Destinatários
Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra;
O Seminário destina-se a: Treinadores, árbitros, atletas, licenciados e estudantes de psicologia e desporto bem como público em geral.
Inscrição tem direito a:
Assistir às Sessões Científicas, Pasta, Documentação, Certificado e Recibo.
Preços por pessoa:
Participantes
Até 15 de Março de 2009 - 25 €
Após 15 de Março de 2009 - 35 €
Estudantes e sócios AAC/OAF
Até 15 de Março de 2009 - 15 €
Após 15 de Março de 2009 - 25€
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Psicologia em Contexto de Desporto
Pois... o que me leva a fazer algumas perguntas: uma pessoa com um curso de Educação Física e um Mestrado em Psicologia do Desporto é Psicólogo do Desporto? Pode dar consultas? Que competências tem? Pode um Psicólogo dar consultas em contexto desportivo sem um suporte académico na área do Desporto?
Mas o que me propus foi a descrever o papel de um psicólogo numa equipa desportiva:
1. Não é o treinador!
2. Não é o treinador adjunto!
3. Não é o preparador físico!
4. Não é o massagista!
5. É o preparador mental ou consultor - não apenas dos atletas mas também dos técnicos. O Psicólogo não toma decisões! Apenas ajuda os intervenientes a controlar o maior número de variáveis possível para que a decisão seja a mais ponderada e adequada!
Qualquer clube europeu de divisões inferiores (ou qualquer equipa de elite ou um atleta olímpico) treina os índices físicos e mentais. Desta forma a equipa multidisciplinar tem de estar em sintonia! São dois trabalhos que se complementam! Um treinador tecnicamente perfeito não tem de se preocupar com os aspectos mentais. O Psicólogo não tem de se preocupar com os aspectos técnico-tácticos, mas apenas que esses sejam bem efectuados (a nível do empenho, motivação, concentração, etc.) pelo atleta.
Saudações!
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Psicólogos do Desporto...
Mas o que faz um psicólogo do desporto?
Que competências tem de ter?
São estas as perguntas que deixo a marinar, esperando um comentário... antes de me pronunciar...
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Uma pausa!
Por motivos de força maior, tal não me é possível.
Fica no entanto a promessa de que voltaremos brevemente!
Saudações!
segunda-feira, 30 de junho de 2008
"Mais um" ou "um" treinador de futebol?
Psicologia pura.
Saudações
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Portugal vs. Alemanha
Portugal 2 - 3 AlemanhaA vontade não chega.
Se até aqui a nossa equipa conseguiu ultrapassar os obstáculos (leia-se fase de qualificação, Turquia e Rép. Checa), perante uma Alemanha fria e calculista, saímos derrotados.
Na fase de qualificação, e perante as equipas mais complicadas (Bélgica, Polónia e Finlândia), tinhamo-nos visto à nora para nos qualificarmos. Como é que se pode ganhar algo com dificuldades como estas? Ah... nos jogos de preparação (Itália) fomos completamente dominados.
O futebol divide-se, claramente, em 3 vertentes: técnica, táctica e psicológica. Os terinadores de clubes devem dominar as 3. Os selecionadores devem dominar 2 (porque não têm tempo para trabalhar os aspectos técnicos).
Todos damos mérito a Scolari por dominar a vertente psicológica (por favor, nunca digam que é um bom psicólogo...) mas tacticamente (e não sou eu quem o diz), deixa muito a desejar.
É por repetição e habituação que os atletas aprendem a lidar com as situações, nos desportos de equipa. Por isso, e em relação aos 2 golos que sofremos de forma idêntica, mesmo que tenham ocorrido erros individuais, claramente que a estratégia definida para esta situação não era a mais indicada porque, naturalmente, os erros acontecem de situações que não são bem treinadas.
Fomos eliminados. Todos cometeram erros, claramente. Desde o presidente da FPF ao desgraçado do roupeiro...
Mas só para não me acusarem (nem eu me acusar a mim próprio) de xenofobismo, por não defender a continuidade de Scolari, são de ressaltar, na minha opinião, Deco e Pepe, curiosamente dois Brasileiros...
Uma palavra para o próximo timoneiro da nossa selecção... que domine minimamente todos os aspectos do desporto rei. De cá ou de fora, que não crie ódios, porque unidos já eramos antes das bandeiras.
Até daqui a 2 anos... para o mundial de 2010 na África do Sul.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Portugal vs. Suiça
Portugal 0 - 2 SuiçaE se...
... a equipa de "suplentes" ganhasse e houvesse maior competição nos treinos pela titularidade?
... a equipa de "suplentes" perdesse (e jogasse mal) e os "titulares" se sentassem à sombra da bananeira?
... os "suplentes" não tivessem aproveitado a oportunidade porque sentiram que não era uma verdadeira oportunidade?
... o treinador perdeu o respeito e seriedade que tanto exigia ao revelar a não continuidade no grupo?
... essa saída fizesse com que os jogadores se tenham santido traídos? Descomprometidos do líder? Abandonados?
... as pessoas admitissem os erros?
... levassemos uma injecção de humildade e união?
... mesmo que a arbitragem tivesse sido desfavorável, não teríamos obrigação de ganhar?
... esta derrota tiver sido crucial para que o grupo se una ainda mais em prol do mesmo objectivo rumo à final?
O próximo jogo pode ser o último de Scolari. A pergunta é... como lidarão os jogadores com esse facto?
Por curiosodade, estas foram as palavras mais utilizadas pela imprensa/comentadores desportivos: "desarticulação", "empenho", "utilidade" e, por fim, "sem importância".
Até quinta-feira...
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Portugal vs. Rép. Checa
domingo, 8 de junho de 2008
Portugal vs. Turquia
Portugal 2-0 TurquiaUm jogo onde Portugal era favorito e fez tudo para se adiantar no marcador. Com determinação e, acima de tudo, confiança, fomos capazes de materializar os objectivos propostos em objectivos conseguidos.
A entre-ajuda foi determinante para a vitória. Os festejos dos golos foram feitos com o banco de supentes, que demonstra uma grande união, fundamental para qualquer vitória.
Prevê-se o jogo da segunda jornada com os níveis de confiança bem elevados, assim como a motivação.
O que diferencia esta selecção (como a de 2004 e 2006) das "outras", por exemplo a "geração de ouro" de Figo, Rui Costa, João Pinto, Baía, Fernando Couto, etc... é, precisamente, o facto de sabermos, hoje, exactamente o que pretendemos. Tanto dentro como fora de campo. Isto deve-se a uma forte liderança - Scolari. Este sabe gerir emoções e soube impulsionar a motivação de todos. Todos pela mesma causa.
Dentro do campo, o "nosso" Cristiano Ronaldo deu uma grande demostração de humildade, especialmente depois da história Man Utd vs. Real Madrid. Fez questão de ser "apenas" um dos onze. Deixou o Simão bater um livre, não exagerou nas fintas, correu, fintou, enfim... foi o que costuma ser, apenas sem tanto brilho que irá, sem dúvida, aparecer...
Uma palavra para os adeptos portugueses na Suiça, que deram mais um contributo para esta união que se gerou (e tem gerado) entre a comitiva portuguesa. São estes comprometimentos, que podemos chamar de "12º" jogador que, por vezes, ganham jogos!
Até quarta-feira!
Saudações
quinta-feira, 22 de maio de 2008
A Psicologia do Desporto...
Como tal, deixo o desafio a todos os visitantes para, de acordo com a sua memória ou conhecimento, votarem naquele nome (ou nomes) que acham que mais influência tem (ou têm) na psicologia do desporto nacional.
Os critérios para votar são os seguintes: ou porque conhecem, de facto, o trabalho da(s) pessoa(s) ou, então, apenas porque já ouviram falar no(s) nome(s).
Mas votem!
Saudações.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
O Inconsciente no desporto
Quando se fala do inconsciente, fala-se de Freud e do Psiquismo.
Contextualizando este insconsciente, de forma a que todos possamos compreender o processo sintomático, vou tentar explicar o processo terapêutico: experiência emocional - recalcamento e esquecimento - neurose - análise através da associação livre de ideias - recordação - transferência - descarga emocional - cura.
Ou seja, o inconsciente é uma experiência (sob a forma de pensamento ou sentimento) que, consoante a forma como lidamos com isso, se torna útil (usualmente conhecido como "aprender com os erros") ou se recalca (digamos que se "esquece"). Acontece que as coisas não são assim tão esquecidas...
No desporto, não é o consciente que ganha jogos, a não ser que sejamos atletas de topo. Mas nem esses o conseguem! É o tal inconsciente que vai influenciar (nem que seja e entre outros factores) a concentração.
Não obstante, é este inconsciente que nos faz cometer o maior erro (como falhar um golo de baliza aberta).
Exemplo 1: um jogador tem 0,5s para decidir a melhor forma de bater a bola. Se nesse preciso momento o que lhe passa pela cabeça é "posso falhar..." então pronto, falhou! O insconsciente não está controlado (e não é facil fazê-lo - quiçá impossivel) e são os pensamentos mais primitivos que vêm à tona: derrota, falhanço, frustração, etc.
E isso é o que faz um grande jogador...
Hoje quem ganha o jogo é o treinador (equipa técnica) que conseguir controlar estes aspectos.
Exemplo 2: vejamos a equipa do SCP, que falhou meia-duzia de penalties esta temporada... bastou o 1º ter errado, para todos os outros, inconscientemente, falharem... já antes de chutar!
E Freud chamava a isso "inconsciente colectivo".
Bem hajam,
segunda-feira, 31 de março de 2008
"Sobredotação" ou "Talento" no desporto?
A população destes indivíduos calcula-se entre os 3 e os 5%, sendo que a maioria não se manifesta, muito devido à falta de estimulação (Oliveira & Oliveira, 1999).
As aptidões de Mozart, Picasso, Newton ou Einstein são tão impenetráveis ao nosso entendimento que as explicamos dizendo que estes indivíduos nasceram génios. O meio não desempenha um papel interessante, se os talentos forem inatos e em grande medida fixos (Winner, 1999).
Outros psicólogos gostam de desacreditar a "psicologia popular", e o tema da sobredotação não foge à regra. No entanto, estes também têm o seu próprio mito: o de que a sobredotação é totalmente produto do meio. Argumentam que um treino intensivo, iniciado numa idade precoce, é suficiente para explicar até mesmo os casos mais extremos da sobredotação – as crianças prodígio, os sábios ou os adultos criadores (Winner, 1999).
A terminologia usada para caracterizar estes sujeitos com inteligência superior não é uniforme, onde normalmente se usam termos como “génio, talentoso ou prodígio”. Indiferentemente à nomenclatura, são sujeitos que se distinguem por possuírem uma grande capacidade intelectual e/ou artística, distanciando-se dos normais, por excesso, da mesma forma que os deficientes se distanciam, por defeito (Oliveira & Oliveira, 1999).
De Confúcio (China), Platão (Grécia) e mais recentemente Galton e Terman, um sobredotado caracteriza-se por: saúde física e mental, sucesso escolar, traços de personalidade, interesses extra-escolares, origem social, atitudes frente à vida, sucesso profissional, sentido crítico, capacidade de liderança, altas capacidades artísticas ou desportivas, mas essencialmente um QI superior a 130 (que passou a ser o critério mais seguido de identificação) (Oliveira & Oliveira, 1999).
Ao que ao desporto diz respeito, o que podemos dizer acerca dos nossos atletas? Vanessa Fernandes e Cristiano Ronaldo? Sobredotados? O que lhes podemos chamar?
A diferença enter génio e "não génio" é alguém que, para além das reconhecidas competências, acrescenta algo à humanindade (Einstein e a sua célebre E=m.c2). Logo não podemos chamar génio a um atleta? Aparentemente não... como tal, dá-se o nome de "Talentoso".
Talentoso é alguém extremamente bom numa determinada área, mas que não se distingue especialmente em mais nenhuma área. Cristiano Ronaldo é um craque da bola, mas na escola nunca se salientou dos demais.
Podemos concluir que não existem sobredotados no desporto? Por favor comentem!
Saudações
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Religião e desporto...
"Com a ajuda de Deus, consegui fazer o golo..."
É cada vez mais costume ouvir estas frases no final dos jogos, sejam eles de futebol ou não.
A questão que se levanta é: atribuir o mérito a "algo" superior ou uma estratégia motivacional?
Vejamos,
Quando fazemos algo e esse algo corre bem, foi "graças a Deus". Se esse algo corre mal foi porque "não foi a vontade de Deus". Até que ponto é que pode (ou não) ser uma desresponsabilização do acto. Se bem que para muitos é uma questão cultural atribuir o mérito a Deus, para outros pode ser visto como... aceitação e acomudação.
Então pode funcionar como uma estratégia de motivação, dado que o atleta pode ver em Deus algo superior, que o ajuda, que está lá para dar aquela força extra quando as pernas não aguentam. Esta ajuda é trabalhada nos treinos, ajuda inclusivamente na concentração (quantas vezes não vemos os guarda-redes brasileiros a rezar, de olhos fechados, a olhar para o céu... é também um ritual de concentração.
Por favor, opinem na janela da direita, na votação, ou comentem.
Saudações
