quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Porto, Benfica e Sporting...

A ordem das equipas é puramente com base na classificação do campeonato nacional da 1ª divisão! (sei que falta o guimarães, o 4º grande...)

Bem, o que me leva a escrever aqui hoje é o simples facto de ter dado conta que, cada vez mais, os grandes clubes apostam na formação, nomeadamente escolas de futebol. Franchising ou não, não param de crescer as escolas, e com isso, abrem vagas para jovens treinadores, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas, e por aí fora...

Se antigamente as equipas (grandes ou não) apenas apostavam em técnicos com cartas dadas (portanto... idosos...), hoje aposta-se na formação académica, que faz com que haja uma lufada de ar fresco nos "antigos" métodos, e torna-os métodos de trabalho cada vez mais eficazes, dinâmicos e... parecidos.

Leva-me a questionar o seguinte: o que diferenciará os clubes entre eles, num futuro próximo e num futuro mais afastado? Consequentemente, o que trará ao futebol/desporto português?
Por favor respondam... qualquer opinião é uma opinião!

Obrigado.

1 comentário:

João disse...

Em primeiro lugar, queria parabenizar o autor deste blog pela excelente ideia que teve ao publicá-lo, de forma a que as pessoas possam discutir um tema tão interessante, quanto é a psicologia no desporto...Sobre o facto de hoje haver novos métodos, "eficazes e dinâmicos", mas também "parecidos", queria fazer a seguinte reflexão: Penso que antigamente os métodos eram também parecidos uns com os outros e, já nessa altura, como nesta, há algo que faz a diferença, que é a motivação para a tarefa (treino/jogo). Penso que o que o autor quereria dizer, era que hoje, os métodos num clube grande e num clube médio, cada vez se aproximam mais e por isso, os jogos são preparados com qualidade semelhante, quer por grandes, quer por pequenos.
Quanto à entrada de gente jovem, de gente com formação académica superior, parece-me bem, desde que esse jovem esteja predisposto para aquilo que a vida do treino exige. Há algo que não é "ensinável" na cadeira de faculdade, que é o cheiro de balneário, algo bastante difícil de perceber e de saber lidar. Como alguém disse, "quem sobrevive à luta num balneário, está preparado para a guerra da vida". O ideal, na minha opinião, será conjugar-se o conhecimento académico, com a experiência de balneário. Para isso, julgo ser de maior importância, que os cursos académicos de Educação Física e Desporto, tenham cada vez mais uma vertente prática, perto daquela que é a modalidade de especialização de cada aluno, assim como essa especialização deve ser leccionada por alguém que já conjugue essas duas valências (a académica e a da prática de balneário).
A questão que o autor coloca é muito pertinente e de muito difícil resposta.
Dada a condição financeira dos clubes portugueses e a sua disparidade para os grandes clubes estrangeiros, julgo ser de inquestionável importância a Formação de jogadores! A forma como se forma é que marcará a diferença. O futebol será tanto melhor, quanto mais inteligentes forem aqueles que o praticam. Assim, julgo que o treino de jovens deve ser direccionado para levar o jovem a decidir melhor em cada situação. E "como quem só sabe de Futebol, nem de Futebol sabe", os jogadores que forem sendo formados, devem ter uma vida académica, pelo menos até ao 12ºano. Só assim, se formarão homens/jogadores que podem levar o Futebol Português mais longe.
Eu, como treinador de uma Escola de Formação do Benfica (Espinho), obrigo-me a que a cada treino, o jovem seja colocado perante situações em que seja obrigado a decidir.
Um bem-haja a todos os visitantes,mas essencialmente ao autor do blog, Pedro Assis.
Já agora, Boas Festas!!